O advogado Gustavo Binenbojm discute as vantagens e os riscos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 99/2011, que estende às associações religiosas o direito de propor no Supremo Tribunal Federal (STF) ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos. Binenbojm explica que a proposta reconhece, de forma não preconceituosa, que há direitos fundamentais ligados ao exercício da liberdade religiosa, ao dar voz ativa às entidades representantes das mais diversas religiões professadas no país — um Estado Laico e, portanto, defensor da liberdade de crença e das manifestações religiosas. Por outro lado, o advogado chama a atenção para um risco do avanço religioso sobre a política, uma tendência mundial. Ele ressalta que a proposta deve ser apenas um canal de participação jurídico-político. “Não dá a nenhuma religião o direito à primazia sobre as demais e sobre os outros”, explica Binenbojm. Caberá ao STF avaliar cada caso se pautando sempre pelos interesses públicos e pelos valores democráticos. Assista
“Existe uma tendência mundial de avanço do discurso religioso sobre a política”
Leia também
A HÝBRIS DO PODER DO STF: QUANDO O GUARDIÃO DECIDE NÃO SER CONTIDO
26/12/2025
*Maria Eduarda dos Santos Vargas Heródoto narra, como símbolo de poder, que Xerxes, rei da Pérsia, ao ver sua ponte sobre o Helesponto ser...
Agilidade Institucional e Reforma do Estado no Brasil: lições comparadas sobre governança, talentos e entrega
26/12/2025
A 50ª edição do Millenium Paper reúne, em formato de policy paper, uma reflexão sobre os desafios estruturais da reforma do Estado no Brasil....
A bailarina que conquistou Wall Street: até quando o Brasil vai expulsar seus jovens talentos?
17/12/2025
*Sara Almeida Aos 29 anos, Luana Lopes Lara se tornou a pessoa mais jovem do mundo a construir a própria fortuna bilionária, com um patrimônio...
O Estado que se compromete a encolher: lições e limites da agenda alemã
11/12/2025
A Alemanha decidiu, enfim, escrever, preto no branco, o que deseja fazer com o próprio Estado. A “Modernisierungsagenda – für Staat und...
Um Comentário