A antropóloga Yvonne Maggie faz uma análise sobre três episódios violentos ocorridos no Estado do Rio: um menor preso a um poste com uma tranca de bicicleta foi linchado pela população no Flamengo (Zona Sul do Rio); um rapaz, imobilizado por outros dois, sem condições de defesa, morreu com um tiro na cabeça, desferido por um terceiro, em plena luz do dia, em Belford Roxo (Baixada Fluminense); e a morte do cinegrafista Santiago Andrade, depois de ferido por um morteiro acionado por um mascarado durante uma manifestação no Centro do Rio. Para a antropóloga, as cenas “cheiram à barbárie” e demonstram a precariedade das noções de Justiça na sociedade. As ações configuram um ataque às instituições e enfraquecem a democracia, conquistada com sacrifício de muitos brasileiros. “A única forma de não avançarmos na barbárie é com a educação, transformando os outros não em um inimigo, mas em um igual”, diz a antropóloga. Em ano eleitoral, Yvonne lembra a importância do voto como o primeiro passo para provocar as mudanças que o país precisa. Acesse também o conteúdo exclusivo do especial do Dia Internacional da Mulher 2014 em www.institutomillenium.org.br/especiais/dia-
“Isso tudo cheira a barbárie”
Leia também
A HÝBRIS DO PODER DO STF: QUANDO O GUARDIÃO DECIDE NÃO SER CONTIDO
26/12/2025
*Maria Eduarda dos Santos Vargas Heródoto narra, como símbolo de poder, que Xerxes, rei da Pérsia, ao ver sua ponte sobre o Helesponto ser...
Agilidade Institucional e Reforma do Estado no Brasil: lições comparadas sobre governança, talentos e entrega
26/12/2025
A 50ª edição do Millenium Paper reúne, em formato de policy paper, uma reflexão sobre os desafios estruturais da reforma do Estado no Brasil....
A bailarina que conquistou Wall Street: até quando o Brasil vai expulsar seus jovens talentos?
17/12/2025
*Sara Almeida Aos 29 anos, Luana Lopes Lara se tornou a pessoa mais jovem do mundo a construir a própria fortuna bilionária, com um patrimônio...
O Estado que se compromete a encolher: lições e limites da agenda alemã
11/12/2025
A Alemanha decidiu, enfim, escrever, preto no branco, o que deseja fazer com o próprio Estado. A “Modernisierungsagenda – für Staat und...
Sem Comentários! Seja o primeiro.