A antropóloga Yvonne Maggie faz uma análise sobre três episódios violentos ocorridos no Estado do Rio: um menor preso a um poste com uma tranca de bicicleta foi linchado pela população no Flamengo (Zona Sul do Rio); um rapaz, imobilizado por outros dois, sem condições de defesa, morreu com um tiro na cabeça, desferido por um terceiro, em plena luz do dia, em Belford Roxo (Baixada Fluminense); e a morte do cinegrafista Santiago Andrade, depois de ferido por um morteiro acionado por um mascarado durante uma manifestação no Centro do Rio. Para a antropóloga, as cenas “cheiram à barbárie” e demonstram a precariedade das noções de Justiça na sociedade. As ações configuram um ataque às instituições e enfraquecem a democracia, conquistada com sacrifício de muitos brasileiros. “A única forma de não avançarmos na barbárie é com a educação, transformando os outros não em um inimigo, mas em um igual”, diz a antropóloga. Em ano eleitoral, Yvonne lembra a importância do voto como o primeiro passo para provocar as mudanças que o país precisa. Acesse também o conteúdo exclusivo do especial do Dia Internacional da Mulher 2014 em www.institutomillenium.org.br/especiais/dia-
“Isso tudo cheira a barbárie”
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