É por demais temeroso quando o absurdo é tomado como verdade. Isso significa que a sociedade já modificou tanto os seus valores que não mais nem enxerga o caráter autoritário de certas declarações. Digo isso por um trecho de matéria do Estado de São Paulo que fala que a paz já reina entre a relação do governo com o presidente da Vale, Roger Agneli. O governo estava “de mal” de Agneli por ter agido como executivo, parado investimentos com a crise e demitido funcionários quando da abrupta queda no preço das commodities. O querem como controlando uma estatal, em que mais importante que as decisões econômicas é o peso político. Por isso quase sempre são ralos de dinheiro público e ineficiência. De Agneli reclamaram até de não ter comunicado a decisão de demitir na crise para o Palácio do Planalto, que na verdade não seria uma “comunicação”, mas um pedido de autorização. Pois bem, voltando ao Estadão. Está lá a seguinte frase em off: “Ninguém briga com o presidente da República e nenhum executivo pode brigar com o acionista de sua empresa”, disse uma fonte ligada à Vale. E eu que pensava que ninguém brigava era com Stálin… Sinal dos tempos no Brasil.
Leia também
Nacional-Desenvolvimentismo: o freio político do desenvolvimento econômico brasileiro
14/08/2026
*Arthur Abreu Com a aproximação do período eleitoral é possível encontrar os mais diversos projetos de desenvolvimento do país, além de uma...
Educação para um Brasil mais próspero
06/08/2026
A 55ª edição do Millenium Papers apresenta o estudo “Educação para um Brasil mais próspero”, de Wagner Lenhart. Partindo da ideia de que o...
A REVOLUÇÃO SILENCIOSA DO ESTADO DIGITAL BRASILEIRO
05/08/2026
*Caio Lucas A transformação digital costuma ser associada a novas tecnologias, inteligência artificial e automação. No entanto, seu impacto mais...
A (IN)EFICÁCIA DO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO
29/07/2026
*Lucas Nazareno Halabi O ordenamento jurídico brasileiro possui visível inflação legislativa; estima-se, somente na ordem federal, a existência...
Sem Comentários! Seja o primeiro.