No primeiro dia de 2009, muitos celebraram o ano novo. Os cubanos, entretanto, não tiveram muito o que comemorar. A data marcou os 50 anos da revolução que lançou a ilha na escravidão e miséria. A ditadura de Fidel já sacrificou no altar da ideologia socialista quase cem mil inocentes. Cuba hoje mal se sustenta com o turismo e doações dos petrodólares de Hugo Chávez. Infelizmente, não são poucos os que ainda nutrem paixão pelo regime cubano. Vários intelectuais derretem-se de amor quando falam da ilha. Adoram, de bem longe, o modelo que trouxe apenas desgraça para suas vítimas. Quando o assunto é Cuba, muitos deixam a razão de lado e sucumbem totalmente às
emoções. É tanta incoerência que podemos concluir que são vítimas de dissonância cognitiva. Fogem dos fatos porque a realidade os machuca.
Acusam o embargo americano pela miséria na ilha ao mesmo tempo em que chamam o comércio com os americanos de exploração. Atacam as ditaduras de direita enquanto não se importam em defender a mais longa e cruel ditadura da América Latina. Repetem o mito da “maravilhosa” saúde cubana enquanto nem mesmo remédios básicos existem na ilha. Afirmam que não existem analfabetos em Cuba, enquanto todos sabem que há apenas doutrinação ideológica, e que o único jornal que circula por lá
pertence ao governo ditatorial. A característica mais marcante dos socialistas é a crença de que os fins justificam quaisquer meios. Pela utopia, milhares de mortes viram apenas um detalhe estatístico. Um típico socialista é alguém que ama tanto a Humanidade, que já não se importa mais com os seres humanos ao lado. Mas os cubanos merecem mais. Desejo a todos um feliz ano novo, e aos cubanos, a tão sonhada liberdade.
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