Quando o assunto é logística, parte das atenções são dirigidas para o segmento de transportes, devido a sua representatividade em relação ao tempo de distribuição de mercadorias, na qualidade requerida das operações e aos custos associados. Segundo Bowersox (2001), o setor é responsável pelo deslocamento de produtos e serviços, dado um ponto de origem, até outro de consumo. Neste caso, compreender a dinâmica dos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e o aeroportuário é essencial para o Brasil, dadas as suas dimensões territoriais e pretensões em alcançar o status de país desenvolvido. Porém, outros critérios devem ser observados, como a capacidade produtiva das organizações e até mesmo os impactos econômicos no tema em análise.
Historicamente, a movimentação de mercadorias esteve correlacionada à produção industrial, nos métodos de gestão de estoques e na previsão de demanda, sempre em relação ao comportamento consumidor, tanto para o mercado interno quanto para o externo, que, neste caso, representa uma faceta importante para o mundo dos negócios, por garantir um saldo favorável para a balança comercial.
Atualmente, as perspectivas são favoráveis para as empresas transportadoras, sendo estas um importante elo para o segmento logístico. Além da adoção de modelos gerenciais que colaborem para o correto cálculo do frete, deve-se observar que as perdas energéticas associadas ao consumo dos derivados de petróleo e ao aumento dos preços praticados para a utilização destes combustíveis, geram oportunidades para a utilização de novas tecnologias, como os biocombustíveis e até mesmo o álcool combustível, neste caso, somente para o transporte de passageiros, observando que o setor como um todo é o maior responsável pela emissão de poluentes na atmosfera.
Diante destes fatores, o Brasil torna-se um importante vetor mundial em relação à geração de energia, uma vez que em 2008, o consumo de álcool combustível ultrapassou o de gasolina nas redes distribuidoras, devido a utilização em massa dos carros “flex”.
Apesar das análises pessimistas em relação à economia para o ano de 2009, as oportunidades são satisfatórias para o Brasil. A revisão dos planos de investimentos em infraestrutura, citando, por exemplo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), seria o primeiro passo. Em um segundo momento, entender que a presença indutora do governo, como agente regulador para a realização de investimentos privados via mercado de capitais, tornaria-se o ideal. Finalmente, pensar em reduzir os gastos públicos, que hoje são de 42% do PIB, justificaria a alteração da política de juros altos e, por consequência, sendo uma alavanca para o desenvolvimento.
São muitos os problemas esperando por soluções de curto e longo prazo, entre eles: (a) aeroportos saturados, com seus terminais e pistas demandando reformas, (b) ferrovias necessitando por um plano ousado de expansão e modernização, (c) portos esperando pelas obras de dragagem e aplicação efetiva da nova lei do setor, (d) novas concessões rodoviárias, (e) agilidade nas licenças ambientais e (f) planos de estímulo para a atividade econômica, como concessão de empréstimos, redução da carga tributária e flexibilização das leis trabalhistas.
Conclui-se que as perspectivas são para a manutenção da produção e consequente escoamento para as camadas consumidoras. Por sorte, as oportunidades podem ser positivas, em uma nação com economia fechada, porém com ampla necessidade de investir em logística, em infraestrutura de transportes e na economia como um todo.
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