Em entrevista exclusiva para o Instituto Millenium, o engenheiro eletricista Roberto Pereira D`Araujo, ex-chefe de departamento em Furnas Centrais Elétricas, explica os problemas do sistema de energia do Brasil, fala sobre os riscos de racionamento e comenta o posicionamento do governo em relação à crise do setor. Segundo D’Araújo, também especialista do Imil, a falta de chuva só agravou um quadro negativo, cujos efeitos eram previstos desde 2010. O sistema de hidrelétricas tem sido cada vez mais exigido. “Usamos demais os reservatórios”, diz ele, acrescentando que as térmicas têm um custo alto demais no Brasil, onde a energia já é cara. De 1995 a 2014, a taxa de energia subiu 80%, descontada a inflação. Atualmente, os brasileiros pagam três vezes mais do que o Canadá, por exemplo, que também tem um sistema baseado em usinas hidrelétricas. Sobre a possibilidade de racionamento, o engenheiro acredita que quanto mais o governo demorar a agir, mais grave poderá ser a medida. E alerta: é preciso economizar energia. Assista e comente
Crise de energia: governo demora a agir
Leia também
O Custo Científico Brasileiro com o Alinhamento com Ditaduras
10/03/2026
*Deborah Palma, administradora de empresas e especialista em educação financeira A ciência não é um produto de decretos governamentais ou de...
COMO O CHILE RECONFIGUROU SEU SISTEMA DE VOUCHERS EM BUSCA DE EQUIDADE
09/03/2026
Você já ouviu alguém dizer que o sistema de vouchers educacionais do Chile deu errado? O e-book “Muito Além do Mercado: Como o Chile...
Por que o Brasil ocupa 117º posição no ranking de liberdade econômica dos países
03/03/2026
*Letícia Porto Moreto Em 19 de fevereiro de 2026, durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial realizada em Nova Delhi, na Índia,...
O que a Torre de Babel pode nos ensinar sobre economia
20/02/2026
*Felipe Camolesi Modesto, em artigo originalmente publicado na FEE Um dos mitos mais conhecidos sobre a origem das línguas humanas tem suas raízes...
A planta de geração de energia elétrica no Brasil esta defasada em pelo menos 50 anos, pois a população cresceu neste período e acreditou-se que o clima poderia ficar estável facilitando o fornecimento hídrico das reservas, coisa que não ocorreu, e agravado pela burocracia retardada para as novas geradoras, nos encontramos numa armadilha, por falta de planejamento básico.
O setor elétrico tem que crescer o dobro do crescimento previsto da população, sob pena de crise crônica de desabastecimento.