O dólar comercial e os juros futuros oscilam sem direção clara no início dos negócios desta terça-feira, ora em leve alta ora caindo um pouco, enquanto os investidores acompanham uma certa acomodação nos mercados globais após o rali de ativos de risco no exterior. No Brasil, as atenções também seguem voltadas para as discussões em torno da situação fiscal, cuja agenda continua parada à espera das eleições municipais.
Por volta das 9h30, o dólar comercial tinha queda de 0,12%, aos R$ 5,3815, enquanto o contrato futuro para dezembro tinha baixa de 0,10%, aos R$ 5,3850. Para efeito de comparação, as divisas emergentes enfrentam um certo ajuste hoje. O dólar sobe 0,11% contra o peso mexicano e avança 0,42% ante o rublo russo, enquanto ganha 0,83% contra o rand sul-africano e avança 2,53% na comparação com a lira turca.
No Brasil, o grande risco no radar continuam sendo os rumos das contas públicas. Ontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reiterou o risco de uma paralisação na agenda. “Os projetos não estão parados por causa da CMO. O plenário da Câmara está sendo convocado toda semana, mas há obstrução de oposição e da base do governo. Quem tem interesse na pauta é o governo. O Brasil vai explodir em janeiro se as matérias não forem votadas”, disse o deputado em entrevista à CNN Brasil.
Hoje, em um dia de poucos indicadores econômicos de peso, os investidores também acompanham o leilão tradicional de NTN-B. A Secretaria do Tesouro Nacional realiza, às 11h30, leilão tradicional de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B). Os títulos têm rentabilidade vinculada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acrescida de juros prefixados. As NTN-B que serão leiloadas vencem nos dias 15 de maio de 2025, 15 de agosto de 2030, 15 de agosto de 2040 e 15 de maio de 2055. A liquidação financeira dos papéis ocorrerá na quarta-feira.
No mercado de juros futuros, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 tinha taxa de 3,30% (3,29% no ajuste anterior), enquanto o DI para janeiro de 2023 marcava 4,84% (4,81% no ajuste anterior) e o DI para janeiro de 2025 operava a 6,46% (6,42% no ajuste anterior). Já a do DI para janeiro de 2027 era negociada a 7,20% (7,16% no ajuste anterior).
Fonte: “Valor Econômico”, 10/11/2020
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