O cientista político Murillo de Aragão explica que o modelo baseado em coalizões políticas se relaciona com a ausência de partidos nacionais no Brasil, uma marca do país desde o período do Império. “Os partidos continuaram sendo eminentemente regionais. O que prevalece é o interesse e a sobrevivência do cacique político local”, afirmou ele, durante o evento “Como avançar em um cenário marcado pelo presidencialismo de coalizão?”, realizado, em setembro, pelo Instituto Millenium em parceria com a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Murillo explicou que um dos problemas é que as coalizões, atualmente, assumem muito mais um caráter de proteção ao governo do que propositiva. “Nós vivemos na infância da nossa democracia, com partidos políticos ainda recém-nascidos. A democracia acaba sendo até mais avançada do que as próprias instituições que a amparam e isso causa um descompasso que fica evidenciado no funcionamento precário das instituições políticas”, diz, acrescentando que a política não se propõe a resolver tais desequilíbrios. Assista ao vídeo. Acesse também a página especial do Instituto Millenium “Eleições 2014”.
Democracia na infância
Leia também
A efígie sem rosto
09/09/2026
*Heron Santos Nery Certa vez os fariseus testaram Jesus sobre o tributo. Ele pediu a moeda e perguntou de quem eram a efígie e a inscrição ali...
Por que a previsibilidade tributária vale mais do que promessas de perfeição
02/09/2026
*Por Lorena Mendes Há um antigo ditado inglês que diz: better the devil you know than the devil you don’t. Em tradução livre, melhor o...
Liberdade Econômica: Da Lei à Implementação
27/08/2026
Mais de seis anos após a aprovação da Lei de Liberdade Econômica, o desafio já não é apenas ter uma boa legislação, mas garantir que ela...
Revolucionarismo de Apartamento: A Nova Geração de Militantes
26/08/2026
Se você já passou tempo suficiente nas redes sociais, certamente se deparou com vídeos virais de estudantes universitários praticando atos no...
Sem Comentários! Seja o primeiro.