O cientista político Murillo de Aragão explica que o modelo baseado em coalizões políticas se relaciona com a ausência de partidos nacionais no Brasil, uma marca do país desde o período do Império. “Os partidos continuaram sendo eminentemente regionais. O que prevalece é o interesse e a sobrevivência do cacique político local”, afirmou ele, durante o evento “Como avançar em um cenário marcado pelo presidencialismo de coalizão?”, realizado, em setembro, pelo Instituto Millenium em parceria com a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Murillo explicou que um dos problemas é que as coalizões, atualmente, assumem muito mais um caráter de proteção ao governo do que propositiva. “Nós vivemos na infância da nossa democracia, com partidos políticos ainda recém-nascidos. A democracia acaba sendo até mais avançada do que as próprias instituições que a amparam e isso causa um descompasso que fica evidenciado no funcionamento precário das instituições políticas”, diz, acrescentando que a política não se propõe a resolver tais desequilíbrios. Assista ao vídeo. Acesse também a página especial do Instituto Millenium “Eleições 2014”.
Democracia na infância
Leia também
Transparência formal não basta: por que dados públicos ainda não chegam ao cidadão
17/06/2026
*Caio Polo, Enzo Rossi, Pedro Sivero e Samuel Campovilla Há uma diferença profunda entre publicar dados e informar cidadãos. O Brasil avançou na...
Índice de Liberdade Educacional na América Latina: Edição ampliada com análise do Brasil
16/06/2026
A 52ª edição do Millenium Papers apresenta ao público brasileiro uma versão ampliada do Índice de Liberdade Educacional na América Latina,...
Carnaval tributário: o preço oculto da complexidade fiscal brasileira
15/06/2026
*Samuel Bonna Mais de três décadas após a publicação de Carnaval Tributário, a obra continua atual. O Brasil ainda convive com uma estrutura...
O cinismo da crítica histórica à democracia
10/06/2026
*Victor Alberti de Carvalho Existe uma crítica contemporânea à democracia que frequentemente recorre a um argumento histórico: de que ela nunca...
Sem Comentários! Seja o primeiro.