É por demais temeroso quando o absurdo é tomado como verdade. Isso significa que a sociedade já modificou tanto os seus valores que não mais nem enxerga o caráter autoritário de certas declarações. Digo isso por um trecho de matéria do Estado de São Paulo que fala que a paz já reina entre a relação do governo com o presidente da Vale, Roger Agneli. O governo estava “de mal” de Agneli por ter agido como executivo, parado investimentos com a crise e demitido funcionários quando da abrupta queda no preço das commodities. O querem como controlando uma estatal, em que mais importante que as decisões econômicas é o peso político. Por isso quase sempre são ralos de dinheiro público e ineficiência. De Agneli reclamaram até de não ter comunicado a decisão de demitir na crise para o Palácio do Planalto, que na verdade não seria uma “comunicação”, mas um pedido de autorização. Pois bem, voltando ao Estadão. Está lá a seguinte frase em off: “Ninguém briga com o presidente da República e nenhum executivo pode brigar com o acionista de sua empresa”, disse uma fonte ligada à Vale. E eu que pensava que ninguém brigava era com Stálin… Sinal dos tempos no Brasil.
Leia também
Como o brasileiro vê o empresário e a riqueza
23/09/2026
*Wesley Dorly Existe no Brasil uma relação estranha com a riqueza. O empresário bem-sucedido frequentemente não é visto como alguém que gerou...
A riqueza invisível: elites cognitivas, capital humano e o novo desafio ao pensamento liberal
17/09/2026
A 57ª edição do Millenium Papers traz o artigo “A riqueza invisível: elites cognitivas, capital humano e o novo desafio ao pensamento...
Direita, esquerda e seu avesso: Confusões de Murray Rothbard e outros intelectuais
16/09/2026
*Yan Chagas Considerando as últimas décadas, é altamente improvável que um ser humano inserido na sociedade não tenha ouvido falar de...
A efígie sem rosto
09/09/2026
*Heron Santos Nery Certa vez os fariseus testaram Jesus sobre o tributo. Ele pediu a moeda e perguntou de quem eram a efígie e a inscrição ali...
Sem Comentários! Seja o primeiro.