O cientista político Murillo de Aragão explica que o modelo baseado em coalizões políticas se relaciona com a ausência de partidos nacionais no Brasil, uma marca do país desde o período do Império. “Os partidos continuaram sendo eminentemente regionais. O que prevalece é o interesse e a sobrevivência do cacique político local”, afirmou ele, durante o evento “Como avançar em um cenário marcado pelo presidencialismo de coalizão?”, realizado, em setembro, pelo Instituto Millenium em parceria com a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Murillo explicou que um dos problemas é que as coalizões, atualmente, assumem muito mais um caráter de proteção ao governo do que propositiva. “Nós vivemos na infância da nossa democracia, com partidos políticos ainda recém-nascidos. A democracia acaba sendo até mais avançada do que as próprias instituições que a amparam e isso causa um descompasso que fica evidenciado no funcionamento precário das instituições políticas”, diz, acrescentando que a política não se propõe a resolver tais desequilíbrios. Assista ao vídeo. Acesse também a página especial do Instituto Millenium “Eleições 2014”.
Democracia na infância
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