O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro oferece ajuda jurídica e orienta que os profissionais agredidos, na noite desta quinta-feira, durante liberação de ativistas do Complexo de Gericinó, em Bangu, façam registro na delegacia. O cinegrafista Tiago Ramos ficou ferido e o fotógrafo do jornal O Dia, André Mello, teve o equipamento danificado quando registravam a saída de Elisa Quadros Sanzi, a Sininho; da coordenadora do programa de pós-graduação em filosofia da Uerj, Camila Jourdan; e de Igor D’Icarahy da cadeia. De acordo com levantamento feito pelo sindicato da categoria, 90 jornalistas foram agredidos desde maio do ano passado no município, sendo que 80% dos casos foram praticados por policiais.
— A gente repudia qualquer tipo de violência contra jornalistas, inclusive de parentes de manifestantes. Além de extrapolar os limites do direito no que se refere as manifestações políticas, isso viola os direitos humano dos jornalistas e, na verdade, impede o exercício da profissão, fundamental para a democracia. Se estamos lutando por democracia, por direitos, precisamos compreender que o papel do jornalista é fundamental — disse Maula Máiran, presidente do sindicato.
As violações de direitos cometidas pelo Estado no contexto da criminalização e perseguição dos manifestantes será tema da coletiva de imprensa nesta sexta-feira, às 11h, na sede do sindicato, no Centro, um encontro marcado antes da violência registrada nesta quinta-feira em Bangu. Segundo o sindicato, familiares dos presos políticos estarão presentes, assim como os grupos Tortura Nunca Mais, Justiça Global, Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo)
— Vamos aproveitar o encontro para cobrar diretamente. Mas não podemos responsabilizar entidades e movimentos pelo comportamento de alguns — disse a presidente do sindicato.
Fonte: O Globo.
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