A sociedade tem o direito de contar com os serviços de jornalistas e de veículos noticiosos que sejam ativamente livres, assim como tem direito a hospitais que sejam higienizados e a escolas em que os professores não pratiquem a impostura. É nessa perspectiva que a liberdade será tratada aqui – ela é dever para o jornalista na exata medida em que corresponde ao serviço que é um direito para o cidadão. Várias frentes de interesses ameaçam a liberdade do jornalismo. Elas não vêm apenas das investidas da publicidade e suas técnicas. As frentes que concorrem para sitiar a independência partem da indústria do entretenimento, dos governos, da promiscuidade interessada entre fontes e repórteres, do corporativismo, do capital e, também, de ongs. “A imprensa e o dever da liberdade” (Contexto) analisa as algumas delas, às vezes a partir de casos reais, em textos que foram elaborados entre 1997 e 2008.
A imprensa e o dever da liberdade
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