
Em “Amazônia ameaçada – da Amazônia de Pombal à soberania sob ameaça” (Editora Senado Federal, 2009), o economista Gilberto Paim mapeia as ações ao longo da história para proteção da biodiversidade e, ao mesmo tempo, explicita o interesse de diversos grupos para transformar a Amazônia em território internacional. Paim estuda o projeto do Marquês de Pombal para ocupação da maior floresta tropical do mundo, detentora de 30% da biodiversidade universal e analisa os dissabores do padre Antonio Vieira, com a condição de vida local, fala da atuação dos religiosos na administração das aldeias, o processo de inquisição contra Vieira e a coerência de Pombal em relação à Amazônia. Paim é secretário-geral do Instituto Cultural Minerva.
Na segunda parte da obra, o autor mostra como o território estava indefeso, no século XVIII, e relata as investidas de vizinhos hostis, como franceses e holandeses, a fragilidade do sistema de defesa da capitania de Mato Grosso, a crise entre o poder civil e as ordens religiosas ao longo da história, as questões administrativas, as demarcações e, por fim, a expulsão dos jesuítas e o Tratado de Madri (assinado por D. João V, de Portugal, e D. Fernando VI, da Espanha, em 13 de Janeiro de 1750), que definiu os limites entre as colônias sul-americanas. Em anexo, como capítulo final, Paim analisa as reservas indígenas, a atuação das organizações não-governamentais (Ongs) e as tentativas de se apossar de um dos maiores patrimônios ecológicos da humanidade com a justificativa de internacionalizar parte significativa do território.
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